Filme: Aos Treze

Filme incrível e apesar de ter sido lançado em 2002, sua temática continua recente para nós em 2012, infelizmente. Retrata a entrada cada vez mais comum e precoce de adolescentes ao submundo das drogas, do sexo e da automutilação. Por mais que o filme apresente cenas fortes, todos deveriam assisti-lo, buscando a reflexão à luz da Doutrina Espírita sobre livre arbítrio e as consequências que o mal uso dele pode trazer para as nossas vidas.

Sinopse: Tracy (Evan Rachel Wood) é uma adolescente inteligente e uma aluna brilhante Um dia ela se torna amiga de Evie (Nikki Reed), a garota mais popular da escola. Esta a apresenta ao submundo do sexo, das drogas e da mutilação, o que cr
ia uma nova Tracy e a coloca em conflito com seus colegas, professores e, principalmente, com sua mãe (Holly Hunter).


A PRECE



Definição
            A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige.

Objetivos
            Pedir, agradecer e louvar, por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos.

Qualidades
            Humilde, sem afetação, inteligível, objetiva, sem palavrório, sincera, caridosa, pura, sem mácula nem autoexaltações.

Eficácia
            Condições: Confiança na Providência Divina, submissão à vontade de Deus, fé em si mesmo.

Ação da Prece
            Dá-se pela transmissão do pensamento, que se propaga pelo fluido cósmico universal, como o som se propaga pelo ar.

Maneira de Orar
A oração matinal é primordial; como um ato de amor, deve partir do coração; com humildade, reconhecimento, profundidade, pedidos justos. A oração noturna, antes de dormir, é fundamental, pois que o espírito emancipa-se com o sono físico e o homem deve procurar proteção espiritual. Não há uma posição corporal específica para a prece. A ação mental numa vontade firme é que dá força e direção à prece.

Resposta Divina
            Depende da intenção, do devotamento e da fé daquele que ora.

Como Fazer a Prece

1° Passo: Breve leitura de um tema espírita ou de moral cristã;
2° Passo: Breves reflexões a respeito do tema lido, até sentir que a mente está tranquila, sem nenhum turbilhão ou mudanças rápidas de pensamento;
3° Passo: Oração, solicitando a Deus o amparo para o dia que começa e, depois, pelas horas noturnas fora do corpo, enquanto ele dorme inconsciente, no sono;
4° Passo: Efeitos esperados: após anotar todas as diferenças percebidas no campo íntimo durante um mês, poder-se á observar maior quietude, segurança e fé; menos ansiedade e receios, menos depressão, maior lucidez espiritual. Isso porque o nosso tônus mental aumenta vibratoriamente, nossos pensamentos melhoram e se afinam com os bons espíritos, não permitindo que nossos obsessores nos achem, seja de dia ou de noite, nem que pensamentos inferiores possam emergir. A nossa mente vibra, então num diapasão mais alto.

 Condições Básicas para uma Boa Oração

1 – Ser humilde, não se colocar em evidência sem necessidade;
2 – Orar em secreto; preparar-se mentalmente para falar com Deus, com boas leituras e meditação adequada;
3 – Orar sem afetação, não querendo aparentar mais do que somos;
4 – Não prolongar a prece em palavras; ser breve, conciso e objetivo;
5 – Repetir a oração algumas vezes, firmando o pensamento no que realmente se deseja, sinceramente;
6 – Perdoar os desafetos e as ofensas;
7 – Ser resignado para não guardar mágoas;
8 – Em uma meditação associada, examinar os defeitos, sem exaltar qualidades; procurar o que há de mau no coração, buscando reformular as atitudes mentais negativas.

Preces Coletivas

            Melhor ainda é a oração em conjunto. A força da prece alcança distâncias ilimitadas e os seus efeitos não se fazem esperar. Lembremos que todos temos em torno da nossa individualidade o “campo psíquico”, a aura, nossa psicosfera. É possível verificar a formação de um “todo coletivo”, isto é, a união dos campos daqueles que estão reunidos com os mesmos propósitos e objetivos.
           Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são resultantes das de seus membros e formam como que um feixe. Ora, esse feixe tanto mais força terá, quanto mais homogêneo for. (Kardec – O livro dos médiuns, item 331)
         “Reuni-vos para Orar”, disse o apóstolo (At 12,12). A prece feita em comum é feixe de vontade, de pensamentos, raios, harmonias e perfumes que se dirige mais poderosamente ao seu alvo. Pode adquirir uma força irresistível, uma força capaz de agitar, de abalar as massas fluídicas. (Idem, p.300)


“A Oração deve ser feita sem cessar, em todos os nossos atos, no cumprimento de nossos deveres, diante de bons e maus acontecimentos, atendendo aos objetivos. Essa sintonia com a mente divina faz com que, aos poucos, os nossos espíritos sejam potencializados, identificando-se cada vez mais com o Pai Celestial e com os espíritos que nos assistem em seu nome”.

 Fonte: O livro da prece – estudos e técnicas para tornar sua oração mais eficaz. / Lamartine Palhano Júnior – 3ª Ed. – Bragança Paulista, SP: Editora 3 de Outubro, 2010.

CLICK


O Estressado Workaholic Michael Newman (Adam Sandler) não tem tempo para sua esposa (Kate Beckinsale) e filhos pois vive tentando impressionar seu mal-agradecido chefe afim de conseguir uma merecida promoção. Então, ao conhecer Morty (Christopher Walken), um vendedor maluco, ele encontra a resposta para suas orações: um controle remoto mágico que lhe permite contornar pequenas distrações cotidianas com resultados progressivamente desastrosos. Mas quando utiliza demais o aparelho, deixando mudo, pulando cenas e voltando outras com sua família e amigos, o controle gradualmente toma conta de sua vida e começa a programá-lo nesta agitada e engraçada comédia totalmente fora de controle.

DURAÇÃO: 105 min.
GÊNERO: COMÉDIA
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ANO DE LANÇAMENTO: 2006

O PESO DA ORAÇÃO

                 Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos.
               Ela explicou que o seu marido estava muito doente, não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.
              O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento.
              Pensando na necessidade da sua família ela implorou:
              "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...".
              Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.
               Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.
               Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
               "Você tem uma lista de mantimentos?"
               "Sim", respondeu ela.
               "Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos!"
               A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.
            Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel, desceu e permaneceu embaixo.
           Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado: "Eu não posso acreditar!".
               O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.
               O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido...
              Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, pois não era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:
             “Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em suas mãos...”
           O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, ela agradeceu e deixou o armazém.
              O freguês pagou a conta e disse: "Valeu cada centavo.."

AUTORIA DESCONHECIDA
http://mensagensdamanha.blogspot.com.br/
2007/12/o-peso-da-orao.html

SOBREVIVÊNCIA



            Durante a Era Glacial, quando grande parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
            Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro, e todos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.
            Porém, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes proporcionavam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem por mais tempo os espinhos de seus semelhantes.
            Doíam muito... mas não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma unidos, que cada qual conservava  uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, suportaram-se, resistiram à longa Era Glacial. Sobreviveram.

Arthur Schopenhauer
Revista Espírita Allan kardec-Ano XII-Ed. N° 44

PERDÃO



Toda criatura deseja a paz e a felicidade e quer afastar de si o sofrimento e a amargura. Essa é a “meta de excelência” de todos os seres humanos.
(...) Quando tomamos atitudes baseadas em mágoas e ressentimentos, é porque supúnhamos que isso nos parecia “melhor”. Sempre agimos conforme a nossa maturidade espiritual do momento para decidir e resolver nossa dificuldades existenciais; ou melhor, tomar decisões de acordo com as nossas possibilidades de percepção/interpretação e também segundo nossa capacidade e habilidades conquistadas.
Damos o que temos, fazemos o que podemos. Apenas se dá ou faz aquilo que possui ou pode. Precisamos respeitar nossas limitações mentais, emocionais e espirituais, bem como as dos nossos companheiros dos companheiros de jornada.
(...) O autoperdão é um estado da alma que emerge de nossa intimidade, fazendo-nos aceitar tudo que somos sem nenhum prejulgamento. É quando passamos a entender que nossos aparentes defeitos são, só e exclusivamente, potenciais a ser desenvolvidos. Por sinal, o julgamento precipitado pode vir a ser o “fracasso da compreensão”, porque perdoar é, acima de tudo, a habilidade de compreender dificuldades.
À medida que perdoamos os nossos desacertos, começamos a perdoar as faltas dos outros. Quanto mais compreendermos o outro, avaliando e validando o que ele pensava e como se sentia na hora da indelicadeza, mais facilmente aprenderemos a nos perdoar. O ato do não-perdão a nós mesmos nos acarreta a permanência nas sensações desagradáveis e nas energias negativas - resquícios dos dissabores e desencontros da vida.
(...) Desculpar pode ser o início de um novo tempo de convívio respeitoso, mas também um eterno jogo psicológico em que apensa amortecem o desrespeito, a brutalidade e o golpe da ofensa.
“(...) Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não o obtém senão mudando de conduta. As boas ações são as melhores preces, porque os atos valem mais que as palavras.”

Hamed
Do Livro: Os Prazeres da Alma
Psicografia: Framcisco do E. S. Neto

ESPERANTO PARA UM MUNDO MODERNO - GRAMÁTICA BÁSICA

ESPERANTO - LÍNGUA INTERNACIONAL


O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA


           Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.
 Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido. 
Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito. 
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa. 
Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa. 
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. 
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha. 
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação. 
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:
- o que o senhor deseja? 
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- a senhora não me serviu a sopa. 
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor! 
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos... 
Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total. 
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! 
Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura. 
§§§
Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente. 
Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas. 
Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça. 
Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão. 
Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério. 
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

Pense nisso! 
A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma.

AUTORIA DESCONHECIDA

http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=32

CÍRCULO DO ÓDIO

          O diretor de uma empresa gritou com seu gerente, porque estava irritadíssimo.
          O gerente, chegando em casa, gritou com a esposa, acusando-a de gastar demais.
          A esposa, nervosa, gritou com a empregada, que acabou deixando um prato cair no chão.
         A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara enquanto limpava os cacos de vidro.
         O cachorrinho saiu correndo de casa e mordeu uma senhora que passava pela rua.
      Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina.                       
            Ela gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser aplicada. 
            O farmacêutico, ao chegar em casa, gritou com a esposa, porque o jantar não estava do seu agrado. 
            Sua esposa afagou seus cabelos e o beijou, dizendo: 
            - Querido! Prometo que amanhã farei seu prato favorito. Você trabalha muito. 
          Está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros límpidos e cheirosos para que durma tranqüilo. Amanhã você vai se sentir melhor.
Retirou-se e deixou-o sozinho com seus pensamentos.

          Neste momento rompeu-se o Círculo do Ódio! Esbarrou na tolerância, na doçura, no perdão e no amor. Se você está no Círculo do Ódio, lembre-se de que ele pode ser quebrado. 

Autoria desconhecida
http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/circulo-do-odio/

PAIS E FILHOS



Nas vésperas da reencarnação, sou impelido a falar-vos de minha bancarrota espiritual!...
Instrutores e guardiões recomendam-me destacar a importância do ouvido...
Conseguiria, no entanto, ensinar alguma coisa?
Devo compreender a razão dessa ordem.
Nada possuo de bom para dar; contudo, as vítimas da calúnia conseguem reter o doloroso privilégio de exibir a própria falência!...
Ó Deus de Amor, daime forças para confessar a verdade, apenas a verdade!...
Pedreiro modesto, órfão de mãe desde a meninice, casei-me por amor, embora contra os desígnios de meus irmãos, que me reservavam noiva diferente. Garantindo-me a escolha, porém estava nosso pai a meu lado – o abnegado pai que amadurecera o raciocínio nas dificuldades do mundo e iluminara o coração no conhecimento do Espiritismo. Carinhoso, assegurou-me o enlace, aprovou-me as decisões e intentou preparar-me, diante da vida, dispensando-me ensinamentos que eu simulava aceitar, de modo a lhe não perder a complacência e a ternura...
Seis anos passaram sem que a hostilidade familiar contra a minha mulher esmorecesse, seis anos de maledicência na base da perseguição cordial...
Alice, a companheira inexperiente, proporcionara-me dois filhos queridos, quando se engravidou pela terceira vez.
Nessa época o veneno já me corroera a confiança.
Apontava-se amigo nosso de infância como sendo o responsável pelos supostos desacertos daquela que a Providência Divina me colocara nas mãos por esposa leal.
Circunstância provocadas pelos que mostravam interesse em nossa desunião, falsos testemunhos, bilhetes anônimos e difamações fantasiadas de bons conselhos acabaram por arruinar-me...
Discutimos.
Acusei-a, defendeu-se. Chorou, escarneci...
E, para fiscalizar-lhe a conduta, transferi-me para a casa paterna, ameaçando tomar-lhe as crianças, através do desquite. Para isso, porém, queria provas, tinha fome de confirmações do inexistente.
Meu pai surgia conciliador:
- Meu filho, paternidade é compromisso perante Deus...
- Você não tem direito de proceder assim...
- Onde a caridade para com a esposa ingênua?...
- Mesmo que ela errasse, constituiria isso motivo para uma sentença de abandono implacável?
- Há comportamentos ditados por desequilíbrios espirituais que não conhecemos na origem...
- Pense nas tragédias da obsessão que campeia no mundo...
- E os pequeninos? Terão eles a culpa de nossas perturbações?
- Recorramos à prece, meu filho!... A prece nos clareará o caminho...
Silenciava, ao recolher-lhe as advertências, em face da veneração que lhe tributava, mas, no íntimo, articulava minhas respostas imanifestas: “ora-rei pela boca do revolver”, “pobre pai”, “bobo de velho com setenta e seis anos”, “cabeça tonta”, “caduco”, “fanático”...
E, noite a noite, espreitava, de longe, os movimentos de Alice, à feição da serpente vigiando a furna de que aparentemente desertara.
Duas semanas decorreram, normais, quando sobreveio o momento em que lobriguei o vulto de um homem que saía de nossa casa...
Seria o rival...
Guardei o segredo e prossegui na tocaia.
Mais quatro dias e o mesmo homem chegou de carro, despediu-se do motorista e entrou...
Puxei o relógio. Onze horas e quinze minutos. Noite quente.
Prevenido, acerquei-me da moradia, que se localizava no subúrbio remoto.
Encontraram-se os dois com mostras de intimidade e, a distância, notei que se acomodavam num banco de pedra do pátio lateral, que a sombra envolvia. Conversavam sugerindo carinho mútuo. Enxergava-lhes o perfil, mergulhado em penumbra, conquanto não lhes ouvisse as palavras, e estudei, friamente, a posição que ocupava na peça estreita.
Desvairado, consultei o portão de entrada, verificando-o semiaberto. Acesso fácil.
Com a sagacidade de um felino, avancei, descarregando a arma nos dois.
Ouvi gritos, mas ocultei-me na vizinhança, para fugir em seguida, a sentir-me vingado.
Não vacilaria arrostar a policia, se necessário.
Tentando refrigerar a cabeça, procurei descansar algumas horas em praia deserta. Entreguei o revólver à lama de esgoto esquecido e voltei a casa para saber, aterrado, que eu não apenas assassinara minha esposa, mas também meu abnegado pai que a socorria...
Não acreditei.
Corri ao necrotério e, ao reconhecê-los, tornei ao lar, atormentado pelo remorso, e enforquei-me, sem dar outra impressão que não fosse a de um homem que a dor fizera delirar, atirando-o ao suicídio...
Exilado por minha própria crueldade, em vales tenebrosos, nunca mais vi os que amo...
Entendereis o que sofro?
Quantos anos passaram sobre os meus crimes? Não sei... Os que choram sem o controle do tempo não sabem contar as horas...
Misericórdia, meu Deus!...
Daí-me a reencarnação, os empeços da Terra, a luta, aprovação e o esquecimento, mas ainda que eu padeça humilhação e surdez, durante séculos, permiti, Senhor, que eu aprenda a escutar!...

João/Francisco C. Xavier
Livro: Luz no Lar
Ed. FEB

A GRANDE PROVA DE HUMILDADE


Foi o rio que me contou
Esta história de humildade.
Enquanto corria, presenciou, 
Uma grande lição de verdade

Havia um pobre lenhador
Que por uma ponte passava.
Tão embrenhado ia na sua dor,
Que não se apercebeu de nada: 

O seu pobre machado de ferro
O material da sua lida
Caiu ao rio, que por baixo corria,
Deixando o lenhador, que já sofria,
Mais aflito ainda. 

Mas para sua sorte
Naquele rio vivia uma ninfa.
Compadecida pelo olhar do lenhador
Perguntou-lhe o porquê 
Da sua dor
“Senhora, eu já sou tão pobre
Que nem consigo acalmar
A minha fome,
E agora que perdi
O meu ganha-pão,
Como hei-de os meus filhos sustentar?” 

“Não te preocupes” – disse a ninfa.
E mergulhou.
Quando à tona voltou, 
Trazia um machado de ouro. 

O lenhador,
Mal viu o machado,
Declarou que aquele 
Não era o seu. 

Então a ninfa mergulhou.
Quando à tona voltou,
Trazia um machado de prata. 

Assim que viu o machado
O lenhador voltou a insistir
Dizendo que o machado
Era muito mais humilde 
Pois não era de prata nem de ouro. 

A ninfa voltou a mergulhar.
E à superfície fez chegar
Um bonito machado de bronze. 

O lenhador, já desesperado
Com medo de que o seu machado
Estivesse perdido para sempre
Voltou a reclamar,
Pois não era o que buscava. 

Por fim, a ninfa mergulhou
E à superfície voltou
Com um simples machado de ferro. 

O lenhador então
Sorriu para a ninfa,
Pois finalmente achou
O seu ganha-pão. 

A ninfa também se alegrou
E, como prova da sua humildade,
Ao lenhador entregou
O de ouro, prata e cobre
Pois na sua pobreza 
Observou sempre a verdade.


http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=13136

A RENOVAÇÃO DA ÁGUIA



A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.
Chega a viver 70 anos.
            Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
            Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta.
            O bico alongado e pontiagudo se curva.
            Apontando contra o peito estão às asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!

            Então, a águia só tem duas alternativas:
            Morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 50 dias.
            Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
            Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.
            Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.
            Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
            E só após cinco meses vai para o famoso vôo de renovação e viver mais 30 anos.



 §§§

            "Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.

            Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor.
            Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz."


http://www.umtoquedemotivacao.com/motivacao/a-renovacao-da-aguia/

O LENHADOR E A RAPOSA



Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bichano de estimação e de sua total confiança. Todos os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: Lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
          Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente. 
           Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.

http://paxprofundis.org/livros/parabolas/parabolas.html

UMA PROVA DE AMOR

A pequena Anna não é doente, mas bem que poderia estar. Por treze anos, ela foi submetida a inúmeras consultas médicas, cirurgias e transfusões para que sua irmã mais velha Kate pudesse, de alguma forma, lutar contra a leucemia que a atingiu ainda na infância. Anna foi concebida para que sua medula óssea prorrogasse os anos de vida de Kate, papel que ela nunca contestou... até agora. Tal como a maioria dos adolescentes, ela está começando a questionar quem ela realmente é. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre teve sua vida definida de acordo com as necessidades da irmã. Então, Anna toma uma decisão que seria impensável para a maioria, uma atitude que irá abalar sua família.

DURAÇÃO: 109 min.
GÊNERO: DRAMA
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos
ANO DE LANÇAMENTO: 2009

A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS

O Grupo de Jovens Aprendizes da Luz promove o Curso: 
"A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS"

Local: Instituto de Estudos Espíritas Herculano Pires
Início: 25 de Fevereiro de 2012
Término: 17 de Março de 2012
Horário: aos Sábados das 8:30 às 12:30hs
Facilitadores: Clarissa França, Jilvon Barros e Pierre Escodro
Baseado no Livro: "A Questão Espiritual dos Animais" de Irvênia Prada


COM CERTIFICADO DE CURSO DE EXTENSÃO PELA UFAL

APENAS 20 VAGAS

INSCREVA-SE
Inscrições na Livraria do Instituto de Estudos Espíritas Herculano Pires ou
através do e-mail: grupequi.ufal@gmail.com

APOIO: GRUPEQUI(UFAL) ; NEAFA; CARROCEIRO-VET-LEGAL(UFAL)

A LATINHA DE LEITE


Um fato real. 
Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela, um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. 
Estavam famintos: 
“Vai trabalhar e não amole”, ouvia-se detrás da porta; “aqui não há nada moleque...”, dizia outro... 
As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... 
Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes “Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... Coitadinhos!” E voltou com uma latinha de leite. 
Que festa! Ambos se sentaram na calçada. 
O menorzinho disse para o de dez anos ‘você é mais velho, tome primeiro...‘ 
E olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua. Eu, como uma tola, contemplava a cena... 
Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino! 
Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. 
Depois, estendendo a lata, diz ao irmão ‘Agora é sua vez. Só um pouco.‘ 
E o irmãozinho, dando um grande gole exclama ‘como está gostoso!‘ ‘Agora eu‘, diz o mais velho. 
E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. 
‘Agora você‘, ‘Agora eu‘, ‘Agora você‘, ‘Agora eu‘... 
E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelos encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo... 
Ele sozinho. Esse ‘agora você‘, ‘agora eu‘ encheram-me os olhos de lágrimas... 
E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. 
O mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. 
Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. 
Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância. 
Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, ‘quem dá é mais feliz do que quem recebe.‘ 
É assim que nós temos de amar. 
Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos." 

http://www.minutodesabedoria.com.br/conteudo/mensagens/11/
religiosasreflexoes/38/reflexoes/16/a-latinha-de-leite/

DINÂMICA DA BEXIGA

Objetivo:  Mostrar que raramente os caminhos mais fáceis são os melhores. Se não temos condições de vencer alguma dificuldade sozinhos admitir que precisamos de ajuda.

Material: bexigas coloridas, fitilha (fita de presente), mini balas, tirinhas de papel com palavras boas e ruins do tipo sucesso, amor, paz, vida eterna, mentira, drogas etc.

Desenvolvimento:
1) Separe as palavras Ruins das Boas;
2) Encha as Bexigas e ponha os dizeres Ruins dentro das mesmas, pendure-as com fitas longas de maneira a facilitar o seu acesso;
3) Repita o mesmo procedimento acima, mas com as palavras boas - juntamente das mini balas ou outra premiação, reduzindo o tamanho das fitas, dificultando o acesso as mesmas.

Instruções:
Diga aos participantes do grupo que ao tentarem alcançar as fitas eles não poderão "pular", usar uma cadeira ou qualquer outro objeto, "só poderão puxar a fita com a mão".


Conclusão:
Favorecer reflexões acerca da dinâmica relacionando-a ao tema da aula.


ADAPTAÇÃO DA FONTE
http://mais.uol.com.br/view/neawj68rzcqt/dinamicas-para-encontros-de-catequese-e-com-jovens-040218396ED0918326?types=A&

SEJA VOLUNTÁRIO



       Seja voluntário na evangelização infantil.
         Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.
         Seja voluntario no culto do evangelho.
         Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo. Se preciso faça-o sozinho.
         Seja voluntário no templo espírita.
         Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.
         Seja voluntário no estudo edificante.
         Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.
         Seja voluntário na mediunidade.
         Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos Espíritos superiores, amparando os infelizes.
         Seja voluntário na assistência social.
         Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxilio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.
         Seja voluntário na imprensa espírita.
         Não espere de braços cruzados a cobrança da assinatura. Envie o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.


         Sim, meu amigo. Não se sinta realizado.

         Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.

         “A sementeira é grande e os trabalhadores são poucos.”
         Vivemos os tempos da renovação fundamental.
         Atravessemos, portanto, em serviço, o limiar da era do Espírito!
         Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
         Há mobilização de todos.
         Cada qual pode servir a seu modo.
         Aliste-se enquanto você se encontra válido.
         Assuma iniciativa própria.
         Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
         Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos caminhos do umbral.
         Seja voluntário na seara de Jesus, nosso Mestre e Senhor!



CAIBAR SCHUTEL

O Espírito da Verdade, Cap. 58

LIVRARIAS ESPÍRITAS


























VÍCIO-VIRTUDE

PENSAMENTO EM CÓDIGO - VÍCIO - VIRTUDE

A CARROÇA


                Uma das grandes preocupações de nosso pai, quando éramos pequenos, consistia em fazer-nos compreender o quanto a cortesia é importante na vida.
                Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que têm certas pessoas de interromper a conversa quando alguém estava falando. Eu, especialmente, incidia muitas vezes nesse erro. Embora visivelmente aborrecido, ele, entretanto, nunca ralhou comigo por causa disso, o que me surpreendia bastante.
                Certa manhã, bem cedo, ele me convidou para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Acedi com grande alegria e lá fomos nós, umidecendo nossos calçados com o orvalho da relva.
                Ele se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
                - Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?
                Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
                - Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
                - Isso mesmo... disse ele. É uma carroça vazia...
                De onde estávamos não era possível ver a estrada e perguntei admirado:
                - Como pode o senhor saber que está vazia?
                - Ora é muito fácil saber que é uma carroça vazia. Sabe por quê?
                - Não!  respondi intrigado.
                Meu pai pôs-me a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
                - Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
                Não me disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar.
                Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e importuna, interrompendo a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, tenho a impressão de estar ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:
                - Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

WALLACE LEAL
E, PARA O RESTO DA VIDA - ED. O CLARIM